Olá amores do meu coração.
Bem sei que faltei ao dever cívico de escrever aqui durante três dias. Mas é que fui a Macau (com um saltinho à China, a 17€ pelo meio) e não levei o mac.
Bem, comecemos pelo primeiro dia. Anteontem. Antes de ontem. Domingo, ou lá o que foi.
Acordámos às 6h30 para nos pormos a caminho de Macau, por ferry. Depois de uma ida falhada ao Starbucks e uma ida com sucesso ao McDonalds para pequeno-almoço, fizemos os 15 minutos a pé até à porto do ferry. Daí até Macau é um vazio na minha cabeça, porque fui sempre a dormir. Mas o Rui diz que é bonito e tem resorts no caminho e tal.
Bem, chegada a Macau, passaporte para aqui e para ali. Enfim, o habitual. Nunca fui tão carimbado na vida. Saindo do porto, encontramos dezenas e dezenas de autocarros (tipo, o terminal dos autocarros, dah). Mas o meu espírito de pelintra e de não querer pagar fez-me ir em direcção aos shuttles dos hotéis. Melhor decisão de sempre, que os meus amiguinhos Rui e Joana podem concordar. Encontrámo-nos com o resto do pessoal em 10 minutos e de borla.
Primeira impressão: metrópole. Acho que é isso que os megalómanos que andam a construir Macau querem que o visitante perceba. Mas de metrópole Macau tem pouco. Sim, mesmo sendo um território enorme e tendo os maiores casinos do mundo e tal. Ah, mucha foto de casinos e coisas abaixo. E, bem, dou o braço a torcer, o edifício do Casino Grand Lisboa é digno de metrópole. E é fantástico olhar de baixo para aquela confusão de cores e ângulos nas janelas.
Passando para a parte não-metrópole da coisa, posso dizer que gostei bastante de Macau, mas não acho nada uma “Pequena Lisboa”, como fui ouvindo durante a curta estadia lá. Achei muito mais parecido com Hong Kong, o mesmo cheiro e tudo, por vezes. A parte central (onde estou com a malta a tirar fotos na fonte, e a armar-me em Che, com o boné do Mao que comprei na noite anterior) é bastante caricata, com edifícios do século XIX que serviram para propósitos de gente portuguesa, o que é interessante para ‘tugas como nós.
Almoço num português! Bitoque e bifanas (ver fotos). Para matar saudades da comidinha.
Durante a tarde fez-se um pouco de turismo. Visitámos as ruínas de São Paulo (aquela fachada com montes de gente que podem ver nas fotos também), algumas igrejas e andámos pela parte velha de Macau, que, ao contrário do que estava à espera, não tem nada a ver com Portugal. Durante a tarde também aproveitei para comprar um relógio. Aquele Casio, Francisca. E é lindo como tudo, pá.
Retorno ao Hotel e banhinho. Depois voltamos a estar todos juntos, com os nossos guias locais ‘tugas, o Francisco e a Nina. Levaram-nos a jantar a um tailandês e fiquei fã. Aquela merda é óptima. O arroz de ananás é de chorar por mais. Acho que todos gostaram. Mas o Rui ainda devia querer mais picante na comida.
Do restaurante para o maior casino de Macau e, por conseguinte, do mundo. Venetian de nome, grande de tamanho. Vários andares de gambling, mas um ambiente de muito vício. Gostei a espaços. E perdi 100 patacas num abrir e fechar de olhos. Paciência. Ainda no casino, num lounge porreirinho, deu para dançar um R’n'B e ver umas cantoras jeitosas a dar os parabéns ao Mauro. Fim de noite engraçado. Ah, ainda passámos no casino do Grand Lisboa. É merda. E foleiro. Punha umas cortinas naquilo e ficava mai’ bonito.
Dormir. No chão do hotel. Ai.
Slideshow com as fotos do décimo dia, em Macau!
Fotos, sem slideshow!
Acorda-se. Frio, rabo dorido. O chão é lixado para dormir.
Pomo-nos três marmanjos a caminho de agências de viagens na outra ponta de Macau à procura de vistos para irmos à China nesse mesmo dia. Não houve sucesso. Compram-se na fronteira com Zhuhai (a cidade costeira). 170 dólares. Bolas. Mas vale a pena pagar para ir encher a mochila de compras.
Ainda voltámos os três marmanjos ao hotel, com algumas fotos de Macau pelo meio. Almoço no McDonalds e bute para Zhuhai. A burocracia do costume na alfândega, com os tais 38 carimbos. Mas ainda deu para nos assustarmos um bocado. Só tivemos os vistos em território internacional. Deixaram-nos passar no posto fronteiriço de Macau sem visto! Mas a coisa fez-se assim. Zhuhai a três passos e vamos. Ao maior mercado subterrâneo do mundo, na minha opinião. O Mauro disse que há maiores e tem razão, mas eu sou feliz a pensar assim. Bom, a coisa é mesmo grande e os preços são escandalosos. Claro que é tudo falso, mas o preço é apelativo. O Rui fartou-se de comprar relógios para a famelga, o Mauro aumentou a frota de ténis e eu comprei a minha Game Boy Advance SP (mais uma vez, tenho de falar aqui directamente com a Francisca, só para fazer inveja à chavala).
Bem, não ponho a lista de compras, porque não me apetece. A sério. Mas vou dizer uns preços que me lembre. Mochila a 11€, relógios a 5€, uns All Star lindos a 7,50€, Ray Ban a 4 ou 5€. Depois mostro-vos/dou-vos tudo.
Voltar a Macau era imperial. O cansaço das compras era algum e a fome apertava. Depois de deixarmos as compras no hotel, fomos directos para o luxuoso (sim, luxuoso) Pizza Hut de Macau. Foi barato, como aí (acho eu), mas o espaço é realmente superior a todos os restaurantes que vi por Macau.
Volta para Hong Kong, com o ferry à 1 da manhã e deitar às 3 e pouco.
Slideshow com as fotos do décimo primeiro dia, em Macau!
Fotos, sem slideshow!
Hoje. O que se fez hoje de manhã? Dormir. Acho que acordámos ao meio-dia e tal ou uma da tarde. Banhinho tomado e fomos ao edifício onde ficámos na primeira noite, aquele nojento. Surpreendentemente, comemos num indiano muito muito bom e barato. Fantásticos tesouros que se encontram nesta cidade.
Bom, head to Central. Central é A zona a visitar em Hong Kong. Arranha-céus, sedes de bancos e seguradoras estão todos em Central. Para não falar das centenas de lojas de marcas de luxo que se encontram em todas as esquinas. Amo esta cidade. Com toda a força do meu ser.
Descobrimos espaços muito bons nesta cidade, a explorar amanhã à noite. A zona de bares é muito boa, com muita escolha entre vários tipos de bebidas, do design do espaço em si e mesmo da música ao vivo.
Bom, amanhã acabo o texto e faço o resto do upload das fotos deste dia. Peço desculpa, mas já passa da uma da manhã aqui! E eu quero dormir.
Até amanhã! (é dia de comprar roupa; a minha conta vai gritar com a queda que vai dar…)
Já que já ninguém te liga nenhuma e que eu ainda me prontifico a escrever-te, ficam aqui as minhas palavras de puro desprezo e desdém pela pessoa que passeia o seu corpo (gordo, ressalto!) pelas ruas da China. Metes nojo!
Tenho dito.
Com um beijo melado e tal me despeço.
Ritinha, essa mesma!
A ti só te digo (escrevo) uma coisa:
O FCP acabou de empatar 2-2 em Manchester.
Pimba.
Abração
p.S.1 – gostei da macaense dos calções pretos.
p.S.2 – essa t-shirt do “I lost my teddy bear” é legendária, és o rei da comitiva tuga…
fofo,
jantar em minha casinha dia 16. sei q tas marcado pra trabalhar lá n cult nesse dia, mas arranja substituição q t kero cá cmg… e c tds os outros.
mts e mts bjs
ps: já tens a minha lichia??